Eles eram completamente diferentes. Ela era mais mimada, era frágil, mas tentava ser forte e durona. Ele era o pegador, não se importava com os sentimentos de ninguém. Até ela chegar, ela mudou ele de tal forma. Ela também aprendeu muita coisa com ele. Eles aprenderam juntos, eles cresceram. E tudo isso aconteceu de um dia pro outro, ou talvez nem isso. Foi mesmo amor a primeira vista, no começo, tudo parecia brincadeira. Mas alguns já apostavam todas as fichas naquele amor, todos colocavam fé, menos eles mesmo. Ele persistia em tentar fazer ciúmes nela, ela fingia que não se importava, mas ficava se mordendo de ciúmes. Ele não parecia se importar, mas também morria de ciúmes dela, só sabia fingir perfeitamente. Ela odiava o quanto ele dava atenção pras outras mais do que pra ela. E isso na verdade, quer dizer: medo de perder. Era o que ela mais tinha, na verdade, ele também tinha esse medo, mas disfarçava tão bem, que ninguém desconfiava. Eles brigavam, e muito. Mas se completavam. Quando ficavam longe tinha saudade de sobra, e quando ficavam juntos tinha briga. Todas as outras sabiam que ele amava ela, sabiam que no final ele sempre voltaria pra ela. Mas mesmo assim, elas persistiam em tentar afastar ele dela. Mas independente de todas as brigas, todos os ciúmes […] eles se amavam. Ambos erraram, e muito, mas o amor perdoa tudo, não é? Eles não esperavam que uma brincadeira, iria tão longe. Que isso tudo se viraria uma grande paixão.
Bia Modenese —(manhade-janeiro)
(via talvezaunica)
